Tomorrow Never Knows
   A César o que é de César

Esta noite comemorei a minha primeira refeição decente em quatro dias. Mesmo com a gengiva ainda inchada e com parte dela (tanto em cima quanto embaixo) costuradinha, comi um belo prato de nhoque com um polpetone recheado com queijo. Para ajudar, uma coca-cola gelada.

Mal sabia eu que, mais ou menos na mesma hora, o Flamengo comemorava a magra vitória por 1 a 0 contra o líder inconteste do Campeonato Brasileiro, que está 12 pontos à frente do segundo colocado. Resultado, aliás, que garantiu ao time rubro-negro a sensacional 10ª posição! Uau! Rumo à Sul-Americana!

O pseudo pentacampeão nacional ganhou daquele que futuramente será um legítimo pentacampeão nacional (pelo menos nisso estou com a CBF - Copa União não é Campeonato Brasileiro e pronto).

E comemorou. Dentro de nossas limitações, eu e os flamenguistas ficamos felizes.



Escrito por mais uma às 00h30
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   No crepúsculo das férias

Nunca pensei que fosse falar isso. Mas falarei.

Não agüento mais tomar sorvete.

Porque é gostoso tomar sorvete quando você está com vontade. Não por obrigação.

E o que resta a uma pessoa que passou pela carnificina de ter dois dentes do siso arrancados? Esbaldar-se na restritiva dieta de sorver aquele creme gelado.

Não posso reclamar. Estou tomando o delicioso Napolitano da Kibon. E aqui em casa não há muita frescura. Ninguém reclamaria se eu fizesse um buraco na parte rosa apenas para tomar sorvete de morango. Ou na parte branca para ficar só com o sabor creme. Menos ainda se colheradas desfalcassem o lado marrom, do chocolate. Seria apenas, contudo, um paliativo. Enjoei de sorvete.

Justamente porque agora, na impossibilidade de mastigar (e de falar, como o dr. Leonardo frisou), quero comer pizza, esfiha, Big Mac, amendoim, coco, manga, mexirica, pão francês com salame. E, na boa, até aceitava um churrasquinho grego.

Para mim, esses dias de sofrimento são apenas o prenúncio. Em breve, como tanta gente grande por aí, serei dona de um sorriso metálico. Que papelão! Aparelho aos 25 anos, a essa altura do campeonato? Bem feito. Ninguém mandou adiar o inadiável por tanto tempo.



Escrito por mais uma às 20h32
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English

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